quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Esclarecimento Pessoal


Na sequência de conversas de muitos colegas, venho esclarecer o seguinte:

1- Ao tomar a iniciativa de criar um movimento de professores não foi minha intenção a criação de uma associação formal, isto é legalizada e com órgãos dirigentes. O objectivo foi criar uma rede de professores que através do uso da internet pudesse trocar experiências, partilhar as suas opinões e lutar, em conjunto, por objetivos comuns;

2- Mais importante do que criar algo centralizado é a actividade que cada um de nós poderá e deverá fazer nas nossas escolas com os nossos colegas;

3- Não sou contra os sindicatos, a prova é que sou sindicalizado no SPDA. Aliás, quando ouço à minha volta colegas sindicalizados a criticar a actuação dos sindicatos como se estes fossem as suas direcções manifesto sempre a minha discordância. As direcções são sempre o que os associados quiserem;

4- Os sindicatos deverão ser instituições ao serviço dos professores e não correias de transmissão de partidos políticos ou refúgio de quem não gosta de dar aulas;

5- Tenho o máximo respeito pelos colegas que acham que os sindicatos não são importantes para a defesa dos docentes;

6- Quando no apelo que levou à criação do CADEP se escreveu que queríamos a revogação do ECDRAA, nunca nos passou pela cabeça que, em alternativa, queríamos que nos Açores fosse aplicado o do continente. Nem um nem outro servem;

7- Só não percebo a "perseguição" movida por dirigentes e delegados sindicais do SPRA à palavra "revogação" alegando que se tal acontecesse seria aplicado o estatuto do continente. Será por que já estando fora de "combate" o pai do estatuto, Álamo Menezes, ainda por cá anda o padrinho?

8- Apesar disso, nada me move contra o SPRA. Acho que deveria haver nos Açores, pelo menos pontualmente para a defesa de um estatuto que sirva a educação e não maltrate os professores, uma convergência entre todos os sindicatos.

A todos, sindicalizados ou não, bom trabalho

Teófilo Braga

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

3 de Dezembro- A Luta é Regional

Hoje mais de 600 professores, concentraram-se em Ponta Delgada, com o objectivo principal de mostrar aos governantes açorianos o seu desagrado com o modelo de avaliação vigente nos Açores, e não por solidariedade com os colegas do Continente como afirmou ontem a Sr.ª Secretária de Educação e Formação à comunicação social.

Fizeram questão em transmitir ao Sr. Assessor do Governo Regional, Dr. José Luís Amaral, que não estão interessados num modelo remendado e simplex. Exigem sim um Novo Estatuto da Carreira Docente e que a avaliação dos professores tenha um carácter formativo e não punitivo como a que está em vigor.

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CÉSAR DÁ PRESENTE ENVENENADO

Carlos César ,com o almoço oferecido aos sindicatos,no dia anterior à Greve Nacional, para além de provocar a desmobilização dos professores dos Açores, nada de novo ofereceu.

Pela boca da Secretária Regional da Educação disse que estava disponível para alterar grelhas e prazos. Pouco, muito pouco.

Ontem, já devia ter comunicado a suspensão da avaliação e apresentado as suas propostas de alteração do Estatuto e as linhas gerais de um novo modelo de avaliação.

Não o fez. Por isso, com ou sem sindicatos, hoje, estou em greve.

Em greve por um novo Estatuto e por um novo modelo de avaliação. E solidário, aqui,com todos os professores do país.

Teófilo Braga

Com Sabor a Muito Pouco

Governo disponível para rever estatuto e avaliação de professores

Representantes dos professores nos Açores dão nota positiva à disponibilidade mas querem ver o ‘trabalho de casa’ que o Executivo prometeu
apresentar em 15 dias. Até lá, em sinal de solidariedade e descontentamento, deram liberdade de adesão à greve nacional convocada para hoje

O Governo Regional anunciou ontem oficialmente que está disponível para introduzir as alterações ao modelo de avaliação dos professores e ao Estatuto da Carreira Docente que vierem a ser definidas, consensualmente, como susceptíveis de melhorar o diploma.
No final de uma reunião no Palácio da Conceição entre a nova secretária da Educação com os representantes dos sindicatos nos Açores, e que contou com a presença do presidente do Governo Regional, Carlos César, Maria Lina Mendes afirmou que vão ser revistos aspectos como os prazos das avaliações e as grelhas previstas para esse efeito, nomeadamente, no que se refere aos projectos de investigação que, segundo o modelo ainda em vigor, os docentes teriam de desenvolver.
Na conferência de imprensa ontem à tarde, já no Palácio de Sant’Ana, a titular regional da Educação e Formação defendeu ainda que, tendo em consideração a especificidade da situação dos docentes que trabalham nos Açores, que é bem diversa da dos seus colegas do resto do País, atribui a um gesto de solidariedade a eventual adesão dos professores açorianos à greve nacional marcada para hoje.
Algo que os sindicatos presentes no encontro não desmentem mas a que acrescentaram, também, a possível vontade dos professores de quererem demonstrar o descontentamento que também sentem relativamente à realidade regional.
Que, para já, mantém-se inalterada. Ou seja, Estatuto da Carreira Docente e modelo de Avaliação de Desempenho são para vigorar até que a tutela e sindicatos acordem em eventuais alterações.
Para Armando Dutra, presidente do Sindicato dos Professores da Região Açores (SPRA), “o presidente do Governo e a nova secretária regional da Educação quiseram dar um sinal de que estão disponíveis para dialogar” mas reserva a nota final, por assim dizer, após tomar conhecimento das propostas de alteração que o Executivo se comprometeu a apresentar em duas semanas.
O dirigente sindical, em declarações à Rádio Açores/TSF elencou alguns dos aspectos contestados na Região.
Desde logo e ao contrário do previsto para as escolas do território continental, o carácter anual da avaliação de desempenho, com os sindicatos convictos de que há evidentemente algo a corrigir neste domínio.
Armando Dutra recordou ainda que os docentes nos Açores estão “preocupados com horários de trabalho e com as restrições impostas às faltas por motivos de doença”.
O SPRA também advoga que “apenas deve haver observação das aulas quando houver indícios de más práticas pedagógicas”.
A obrigatoriedade de participação em trabalhos de investigação, referida pela secretária como passível de revisão, é igualmente bem acolhida por este sindicato.
“Os docentes querem que o modelo seja reapreciado e até que fossem equacionados outros modelos de avaliação”, declarou.
De resto, recorde-se que na última semana têm sido várias as escolas da Região a solicitar publicamente a suspensão da avaliação, nomeadamente as secundárias Manuel de Arriaga no Faial e da Lagoa, São Miguel.
A suspensão seria, na opinião de Fernando Fernandes, presidente do Sindicato Democrático dos Professores (SDP), a melhor decisão a tomar.
Isto porque “sabendo-se que há um determinado modelo que é inexequível, avançar com ele não faz sentido”, defendeu.
Para este sindicato, a reunião de ontem em Ponta Delgada “foi uma manifestação de que o Governo teve de ouvir e acolher os sindicatos mas não foi mais do que uma reunião meramente exploratória”.
Ou seja, considerou, “ainda incipiente” no que a resultados diz respeito.
“Aguardamos, sem prejuízo de continuar a transmitir a total reprovação ao modelo (de avaliação) e à sua implementação”, adiantou Fernando Fernandes sobre as propostas que o Executivo agendou apresentar.
Recorde-se que a implementação do modelo de avaliação regional acontece este ano lectivo pela primeira vez, tendo vindo a merecer críticas por parte dos sindicatos e professores, ainda que sem a notoriedade nacional.
Em causa estão estatutos e modelos de avaliação diferentes embora com alguns aspectos comuns.
Hoje, está convocada uma paralisação nacional (ver página 20) para a qual a Plataforma dos Sindicatos da Educação apelou à participação histórica dos professores.||


olímpia granada (Açoriano Oriental, 3 de Dezembro de 2008)

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Por Um Novo ECD- 3 de Dezembro Greve




Clique sobre o comunicado para ampliar

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Professores da Escola Secundária de Lagoa exigem suspensão da Avaliação



A maioria dos professores da Escola Secundária de Lagoa, em São Miguel, subscreveu um abaixo-assinado, dirigido à Secretária Regional da Educação e Formação, a exigir a suspensão do actual modelo de avaliação do desempenho dos professores e educadores, e a revogação do Estatuto da Carreira Docente.

PS- A ilustrar este post figurava o logotipo da escola mencionada. Por solicitação de João José Cordeiro Oliveira, Vice-Presidente do Conselho Executivo, foi por nós retirado. No seu gentil e-mail tal facto era considerado, para além de ilegal e abusivo, gravemente lesivo dos interesses daquela escola.

Aproveitamos, ainda a oportunidade para agradecer a amabilidade em ter-nos comunicado o número de pessoa colectiva da escola, bem como o seu endereço postal.

Teófilo Braga